Um texto forte sobre reconhecer o próprio valor, parar de aceitar menos do que merece e construir relações baseadas em respeito e reciprocidade.

Não Vou Barganhar: O Despertar do Amor-Próprio e dos Limites Emocionais

Não vou barganhar.

Nem meu valor,
nem minha paz,
nem aquilo que existe de mais verdadeiro dentro de mim.

Passei tempo demais tentando negociar sentimentos,
aceitação
e permanências,
como se precisasse diminuir partes minhas para merecer espaço na vida de alguém.

Mas amor não deveria funcionar como troca desigual.
Respeito não deveria depender de implorar reconhecimento.
E presença verdadeira não deveria exigir que eu me abandonasse para continuar sendo escolhido.

Então não,
não vou barganhar.

Não vou negociar minha dignidade para evitar solidão.
Não vou aceitar migalhas emocionais só porque o coração sente falta.
Não vou fingir que certas atitudes não machucam apenas para manter algo de pé.

Porque existe uma diferença enorme
entre insistir por amor
e se perder tentando sustentar sozinho aquilo que o outro já deixou de cuidar.

Aprendi que algumas pessoas só permanecem enquanto você aceita menos do que merece.

E quando você finalmente cria limites,
elas chamam de exagero aquilo que, na verdade,
é apenas amor-próprio nascendo.

Não vou barganhar
porque minha alma cansou de sobreviver em relações onde precisava pedir o mínimo.

Quero reciprocidade.
Verdade.
Presença inteira.

E se isso afastar algumas pessoas,
talvez elas nunca tenham realmente valorizado quem eu era —
apenas o quanto eu aceitava me diminuir por elas.

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