Um encontro inevitável com o próprio silêncio revela perguntas que evitamos por muito tempo. Entre dúvidas, desconforto e aceitação, descubro que nem sempre preciso de respostas — às vezes, só preciso parar e ouvir quem eu realmente sou…
Sempre tive medo do silêncio. Não daquele que acontece quando tudo ao redor para, mas daquele que acontece dentro da gente. Onde não há distração, nem ruído externo, apenas pensamentos que insistem em existir.
Por muito tempo, preenchi meus dias com qualquer coisa que evitasse esse encontro. Música, conversas rasas, notificações constantes. Tudo servia como escudo. Eu não queria me ouvir.
Até que, um dia, não houve mais como fugir.
O silêncio veio sem aviso, pesado, quase incômodo. E junto com ele vieram as perguntas que eu evitava: estou onde queria estar? Estou sendo quem eu imaginei?
No começo, foi sufocante. Parecia que tudo em mim gritava ao mesmo tempo. Arrependimentos, dúvidas, inseguranças. Era como se eu estivesse diante de um espelho que não podia mais ignorar.
Mas algo mudou.
O silêncio deixou de me pressionar e começou a me acolher. Pela primeira vez, eu não tentei fugir. Eu fiquei. Eu ouvi.
E percebi que não precisava ter todas as respostas. Bastava ser honesto comigo mesmo.
Ali, naquele espaço vazio, encontrei algo que nunca tinha dado tempo para existir: compreensão.
Hoje, ainda existem dúvidas. Ainda existem incertezas. Mas o silêncio já não me assusta.
Porque foi nele que comecei, finalmente, a me encontrar.


A wonderful serenity has taken possession of my entire soul, like these sweet mornings of spring which I enjoy with my whole heart. I am alone, and feel the charm of existence in this spot, which was created for the bliss of souls like mine. I am so happy.
my dear friend, so absorbed in the exquisite sense of mere tranquil existence, that I neglect my talents.
I feel that I never was a greater artist than now. When, while the lovely valley teems with vapour around me, and the meridian sun strikes the upper surface of the impenetrable foliage of my trees, and but a few stray gleams steal into the inner sanctuary.