Xícara de café esfriando em uma mesa de café na estação central, ilustrando o poema sobre as ironias da vida.

Café, Quase Quente

Na xícara torta da estação central,

o café esfriava em protesto.

Ela, sentada de lado, com olhos de ontem,

esperava o trem — ou talvez um alívio.

Do outro lado da rua,

um homem vendia guarda-chuvas

debaixo do sol.

Ironia ou planejamento?

A vida tem dessas:

esfria quando se espera calor,

molha onde era para secar.

E, mesmo assim, a gente vai.

Comments are closed.